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domingo, 3 de outubro de 2010

True Blood

2 pessoas comentaram
Um post sangrento em homenagem as eleições. XD (Well... é rir pra não chorar...)

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True Blood é um seriado sobre vampiros, baseada na série de livros Southern Vampires da americana Charlaine Harris, que vem sendo exibido desde 2008 pela HBO.

Ultimamente ando um tanto quanto fanática pelo seriado, pois uma amiga fez o favor de baixar as três temporadas e me passar para dar uma olhada... resultado: vício, assisti tudo em uma semana e meia. TENSO

Ok, agora uma explicação básica para quem ainda não conhece True Blood.

Os japoneses (ou será que foram os chineses [?], tenho péssima memória... enfim, um desses) criaram um tipo de sangue sintético -Tru Blood-, então os vampiros resolveram assumir sua existência para a sociedade, pois com o sangue sintetico não teriam que se alimentar mais de humanos -pelo menos não necessariamente-. O seriadotem direito a uma senadora vampira lutando por direitos iguais para vampiros e humanos, pessoas drenando vampiros para vender o sangue como droga, telepatas e -pasmem- Angelina Jolie adotando um bebê vampiro.

Querem coisa melhor???

Ok, darei 10 razões para assistirem o seriado:

#1 - "Angelina Jolie Adopts Vampire Baby" - impagável, lembrarei disso por anos a fio. Morro de rir cada vez que vejo a cena.

#2 - Os vampiros do seriado são o máximo, se acham o máximo e SABEM que são o máximo.

#3 - 80% da população humana do seriado tm curiosidade sobre como seria... ahm... ter um "relacionamento" com um vampiro. Se é que me entendem...

#4 - O seriado tem sacadas geniais e sabe usar o humor...

#5 - ...sem falar que sabe usar o terror também.

#6 - Tem lobisomens.

#7 - Fala de temas históricos, como 2ª Guerra Mundial, Vikings, etc.

#8 - Não tem NENHUM personagem "certinho", todos têm algum podre no passado. E nenhum vampiro brilha, a única coisa "brilhante" é o Lafayete. XD

#9 - A abertura e a trilha sonora da série são o máximo. Sem falar no marketing...

#10 - ...imagem é tudo...
Preciso dizer mais alguma coisa?

Sites com informações e produtos sobre o seriado:
http://www.hbo.com/true-blood - Site oficial

http://truebloodnet.com/ - Um dos maiores sites sobre a série

http://www.trubeverage.com/ - Site onde se pode comprar garrafas de Tru Blood [obviamente não com sangue, mas com alguma bebida vermelha e tal] cool pra fazer média no universo nerd. XD Também vende camisetas, bonés e copos.

http://www.fangtasiabrasil.com/ - Site em português com o nome do bar vampiro mais famoso do planeta.

http://store.hbo.com/?v=hbo_shows_true-blood - Produtos relacionados a série [se eu tivesse dinheiro compraria tudo.]


Fang Bangers do meu Brasil, boa noite!

...ou como diria a Elvira "unpleseant dreams"!

sábado, 12 de junho de 2010

Os 10 melhores "Opening Credits"

7 pessoas comentaram
Hoje farei um post um pouco diferente.
Estava já a algum tempo pensando em fazer um post do tipo "top 10", então resolvi fazer uma lista dos melhores créditos de abertura que já assisti.
Espero que gostem =)

Enjoy!

1 - Watchmen


Esta é, com certeza, a melhor sequência de abertura que eu já vi. Maravilhosamente bem feita, mostra vários fatos históricos sendo alterados ou causados por atos dos "vigilantes". No final do post podem acompanhar um vídeo com explicações de tudo que é citado nessa sequência de Watchmen.
Obs.: Destaque para a cena inicial onde um dos vigilantes salva o pai de Bruce Wayne, impedindo assim o surgimento do Batman e para a referência à Santa Ceia.

2 - Laranja Mecânica



Stanley Kubrick era um gênio, nem preciso comentar.
O contraste de cores... a música... a cara de psicótico do Malcomn McDowell, tudo isso faz dessa sequência um clássico do cinema.

3 - Perfume - A História de Um Assassino

Filme maravilhoso dirigido com maestria por Tom Tykwer (Corra Lola, Corra - que também está presente aqui na lista) e baseado no livro homônimo de Patrick Süskind, ao qual segue fielmente.
O filme abusa das cores, dos contrastes, dos closes... tudo isso para dar a noção de cheiros ao espectador. A abertura já mostra exatamente o que devemos saber sobre Grenouille... o rosto dele, quem ele é... não importa, só o olfato importa., o personagem é o que cheira e ele vive - e mata - por isso.
Obs.: Não encontrei apenas os créditos, então comentei a abertura como um todo. Para quem tiver interesse, o resto do filme está nos vídeos relacionados.

4 - Star Wars

Creio que por ser uma das mais famosas sequências de abertura da história do cinema. dispensa maiores comentários. hehe

5 - Zumbilândia

Forma de abertura semelhante a de Watchmen e tão bem feita quanto.
Muito interessante a maneira como utilizaram o efeito de câmera lenta, sem falar na idéia de colocar zumbis nas situações mais improváveis, como casamentos, incêndios, gincanas escolares etc... o que já dá desde o início, de forma mais elaborada, o tom de comédia que o filme propõe.

6 - O Diário de Uma Babá

Primeiramente gostaria de avisar a você que está pensando: "O quê??? Comédia romântica? Nãããão! Volte para o lado negro da força!" que sim, comédias românticas podem ser legais quando bem feitas e essa é um ótimo exemplo disso.
Eu acho maravilhosa e super inteligente a forma como fizeram a abertura desse filme. A idéia de colocar as pessoas como exemplares de museu das quais a personagem principal (que é antropóloga) narra o comportamento da espécie é ótima.
O filme é baseado no livro The Nanny Diaries de Nicola Kraus e Emma McLaughlin e tem Alicia Keys no elenco.

- Pode ser encontrado inteiro no youtube.

7 - Corra Lola, Corra

Também do diretor Tom Tykwer, esse é um filme muito interessante que retrata bem a idéia de tempo, velocidade, sincronia; Rent Lolla, Rent também faz um mix de filme com animação.
Creio que esses opening credits já definem o que se deve esperar do filme.
Destaque para a trilha sonora techno que encaixa perfeitamente no contexto da obra.

8 - Fahrenheit 451

(Não se assustem com o tamanho, a abertura é apenas o primeiro minuto do vídeo)
Filme de François Truffaut, baseado no livro de Ray Bradbury.
Fahrenheit 451 se passa em um futuro próximo onde ler é algo ilegal, as pessoas assistem e interagem com suas TV's e os bombeiros são encarregados de queimar livros.
A abertura desse filme é interessante justamente pelo fato de não haver nada "legível", todos os créditos são falados enquanto é enfatizada a idéia de que todas as casas tem antenas de TV.
Filme muuuuito bom.

9 - Grandes Esperanças (1998)


Dirigido por Alfonso Cuarón, Grandes Esperanças é uma adaptação moderna da obra de Charles Dickens, o filme é de uma sensibilidade extrema e consegue tocar o especatador através da união de sons e imagens conduzidos de forma impecável pelo diretor.
Um dos filmes mais lindos que já assisti (e um dos únicos a me fazer chorar, diga-se de passagem). Super recomendado!
- Não consegui a abertura inteira com as pinturas lindas que aparecem no início, assim que eu conseguir, posto aqui, mas acho que já da pra ter uma idéia pelo trechinho acima -

10 - Alien


Um filme que foi feito com um orçamento baixíssimo e que se tornou um clássico da ficção científica. Os créditos juntamente com a trilha sonora levam o espectador para a atmosfera de tensão que vai se estender por todo o filme.

Menção honrosa - Planeta Terror

A abertura desse filme já vale pelo cuidado do diretor Robert Rodriguez em relação a imagem e a trilha sonora; as falhas e a aparência corroída do filme... toda essa questão... Afinal foi o próprio Robert que criou a trilha sonora e editou o filme.
Diretores Bombril não se acham em qualquer lugar. hehe

Obs.: O fato da abertura mostrar que a personagem principal é uma dançarina é um ponto interessante, uma vez que ela perde a perna no decorrer do filme.

- Referências Watchmen


sábado, 2 de janeiro de 2010

Anticristo

0 pessoas comentaram

Em um caótico ensaio sobre medo, loucura e obsessão, Lars von Trier nos apresenta um casal abalado pela morte de seu único filho. A mulher (Charlotte Gainsbourg), uma escritora, não consegue se livrar do sentimento de culpa causado pela morte da criança; o marido, um psicanalista(Willen Dafoe), resolve quebrar as barreiras éticas e tentar ajudar sua esposa tomando-a como sua paciente.

Como um dos trabalhos do diretor em que ele melhor aproveita os recursos de imagem, som e edição, extraindo o máximo das técnicas de narrativa visual, o filme é dividido em seis partes: Prólogo, Dor, Luto, Desespero, Os Três Mendigos e Epílogo; das quais apenas o Prólogo e o Epílogo não se passam na floresta de Éden, local em que a família tem uma casa de campo.

Anticristo é, sem sombras de dúvida, um filme polêmico e perturbador, que choca por sua forma crua de expor os fatos. Não é um filme recomendado para todos os públicos, mas para as pessoas que não têm problemas com cenas de sexo e violência um tanto quanto extrema, assistí-lo é uma experiência interessante e devastadora, na qual o espectador mergulha no universo cruel e decadente dos personagens e na obscuridade do Éden.

Informações Técnicas
Título no Brasil: Anticristo
Título Original: Antichrist
País de Origem: Dinamarca/Alemanha/França/Suécia/Itália/Polonia
Gênero: Terror
Tempo de Duração: 109 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Estréia no Brasil: 28/08/2009
Site Oficial: http://www.antichristthemovie.com
Estúdio/Distrib.: Califórnia FilmesDireção: Lars von Trier
Elenco: Willen Dafoe / Charlotte Gainsburg

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Literatura e cinema

1 pessoas comentaram

A literatura por si só é magnífica, pois consegue construir um universo em que o leitor se perde, descobrindo novos mundos, personagens e histórias; viajando pelo desconhecido sem sair de sua casa. O livro é o objeto mágico que, além de transportar as pessoas a esses lugares e épocas com um simples virar de páginas, abriga o desconhecido, nunca se sabe que aventuras serão encontradas nas páginas seguintes. O escritor é a peça-chave disso tudo, o mago que controla o passado, o presente e o futuro da narrativa, nada existiria sem ele; nem o Sol, as estrelas, os planetas ou os seres, ele é o criador de tudo... Onipresente e sempre pronto a colocar uma vírgula, um ponto ou o temido “fim” na última página.

O cinema, assim como a Literatura, é uma forma de arte, quanto a isso não há dúvidas. Ao sentar em uma poltrona, na sala escura do cinema ou mesmo em casa em frente à TV, para assistir a um filme, o espectador é quase que hipnotizado, dominado e, ao mesmo tempo, fascinado pela linguagem das imagens, como acontece na “Alegoria da caverna”, de Platão. Filmes provocam sensações, emoções e pensamentos na platéia, fazendo-a crer nas informações passadas na tela, transportando-a para o universo fílmico. Unir esse dois mundos em uma única obra é um feito inigualável, que reúne o poder das palavras com as imagens, cores e sons do cinema, representando a história da melhor forma possível, utilizando tanto os recursos fílmicos quanto os literários.

Adaptações são necessárias para a transposição da forma escrita para uma forma visual, mais dinâmica, em que nem tudo precisa ser “falado” e emoções podem ser transmitidas por olhares e gestos. Um livro não passa ao leitor a mesma idéia visual que um filme, o escritor se mune de palavras para descrever seus personagens, lugares e passagens, dando a cada pessoa a liberdade de imaginar o universo presente no livro de sua forma pessoal; independentemente da opinião do autor, após escrito, cada personagem é imaginado de uma forma diferente, na individualidade do leitor.

Assim como diz Juracy Saraiva no livro Narrativas verbais e visuais: leituras refletidas, a narrativa fílmica mostra para narrar e a literária narra para mostrar*. O cinema não é “melhor” que a literatura, nem a literatura é “melhor” que o cinema. São formas artísticas diferentes, independentes até, que podem seguir sua trajetória tanto separadas como se complementarem, criando uma obra de arte única. E usando as palavras de Marinês Kunz, retiradas do mesmo livro, a mimese da mimese tem, portanto, brilho próprio na medida em que, simultaneamente, depende e independe do texto original**.

*SARAIVA, Juracy Assmann. Literatura e cinema: encontro de linguagens in Narrativas verbais e visuais: Leituras Refletidas – São Leopoldo: Editora Unisinos, 2003. p.26
**KUNZ, Marinês Andrea. Literatura e cinema: encontro de linguagens in Narrativas verbais e visuais: Leituras Refletidas – São Leopoldo: Editora Unisinos, 2003. p.65.

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